Politicando
Em entrevista, Arthur Lira expõe falta de compromisso de Marcelo Victor com Renan Filho
Presidente da ALE se coloca como aliado do Governo, mas tem acordo com oposição
Além de deixar claro que o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (Solidariedade), é um dos seus principais aliados, o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), acabou revelando que o deputado estadual não tem nenhum compromisso com o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). As declarações foram dadas em recente entrevista à imprensa, no Sertão do Estado.
Ao contar publicamente seu acordo, Lira força Victor a se posicionar. Mas o presidente da Casa de Tavares Bastos se mantém em silêncio, provocando desconfiança no grupo Calheirista. “Eu tenho compromisso claro e público com o presidente da ALE, Marcelo Victor, que, se o governador se afastar do seu mandato, eu acompanhei a escolha do nome da Assembleia Legislativa. Se o governador ficar no mandato - que é a minha aposta - a escolha será minha e a Assembleia apoiará o nome que eu escolher”, revelou o presidente da Câmara Federal.
Marcelo Victor estava acompanhando grande parte da agenda do governador Renan Filho e já era considerado como aliado do Palácio República dos Palmares. Agora, ele passa a ser visto com outros olhos pelos aliados governistas. Segundo um interlocutor do grupo Calheirista, era esperado um posicionamento do deputado estadual para, ao menos, tentar minimizar a situação.
A verdade é que Arthur Lira abriu uma ferida que pode prender Marcelo Victor e afastá-lo da família Calheiros. O cenário político que parecia está se desenhando em torno de um nome apoiado pelo presidente da ALE mudou e Renan Filho deve repensar sobre o grau de confiabilidade que deve depositar no nome apresentado para representar o Poder Legislativo na disputa pelo comando da chefia do Poder Executivo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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