Politicando
Deputado estadual é acusado de tentar impedir depoimentos da BRK na ALE para proteger empresa
Ronaldo Medeiros foi diretor-presidente e fez indicação de substituto
“Quer passar a mão na cabeça dos diretores da BRK”. A frase foi dita pelo deputado estadual Cabo Bebeto (PTC), na sessão ordinária dessa terça-feira (23), ao acusar o colega Ronaldo Medeiros (MDB) de tentar impedir o depoimento dos diretores da BRK na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) para proteger a empresa.
A BRK tem sido denunciada constantemente como a responsável pela falta de água em grande parte da região metropolitana de Maceió, principalmente na parte alta da cidade. Os parlamentares discutiram sobre a necessidade convocar a empresa à prestar esclarecimentos na ALE. O requerimento para a convocação chegou a ser lido pela presidência da Casa, mas Medeiros pediu adiamento.
De acordo com Cabo Bebeto, Ronaldo Medeiros tem influência na Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), autarquia em que já foi diretor-presidente. “Ele tem laços na Arsal e, por isso, adia a tramitação de um requerimento tão importante como esse. Para os que sofrem com a falta de água, agradeçam, agora, ao deputado Ronaldo Medeiros”, acusou Bebeto.
Durante sua passagem pela Arsal, Ronaldo Medeiros realizou convênio com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) implantando a fiscalização nos serviços de água, gás e energia. Ele ficou no comando da autarquia durante um ano e seis meses.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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