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Mesmo com discordância entre parlamentares, ALE aprova título de Cidadão Honorário para Bolsonaro

Proposta de honraria foi feita pelo deputado Cabo Bebeto

01/12/2021 16h04
Mesmo com discordância entre parlamentares, ALE aprova título de Cidadão Honorário para Bolsonaro

Após um longo período de discussão no Plenário da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), o Requerimento de autoria do deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) que propõe a concessão do Título de Cidadão Honorário de Alagoas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi aprovado durante a sessão ordinária desta quarta-feira (1º).

O Projeto foi apresentado no mês de maio sob a justificativa de que o presidente da República está em seu terceiro ano de mandato e já prestigiou muito o Estado, através de ações do Governo Federal.

“Somente no período da pandemia que vem assolando todo o mundo, Alagoas recebeu, do Governo Federal, um total de 327 respiradores, sendo 190 de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e 137 de transporte, além de quase 700 milhões de reais somente para ações com Covid até abril de 2021, sem contar com a suspensão dos pagamentos da dívida pública com a União, o que alcança a esfera de 18,5 bilhões em investimentos em nosso estado para a luta contra o coronavírus”, destacou Bebeto.

Por outro lado, o ex-petista Ronaldo Medeiros (MDB) continuou se posicionando de forma contrária à honraria ao presidente Bolsonaro. Ele foi o único parlamentar a votar contra a concessão do Título de Cidadão Honorário aí chefe do Executivo federal.

“Não vejo nenhum motivo para a concessão do título. Este cidadão não tem serviço prestado, é omisso, manteve o Canal de Sertão parado, não incentiva vacinação, é responsável pela maioria das mortes por Covid no país e incita a violência”, criticou Medeiros, que continuou protestando através das redes sociais.

Ainda não há previsão de data para que Jair Bolsonaro venha a Alagoas receber a honraria.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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