Politicando
Mesmo com discordância entre parlamentares, ALE aprova título de Cidadão Honorário para Bolsonaro
Proposta de honraria foi feita pelo deputado Cabo Bebeto
Após um longo período de discussão no Plenário da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), o Requerimento de autoria do deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) que propõe a concessão do Título de Cidadão Honorário de Alagoas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi aprovado durante a sessão ordinária desta quarta-feira (1º).
O Projeto foi apresentado no mês de maio sob a justificativa de que o presidente da República está em seu terceiro ano de mandato e já prestigiou muito o Estado, através de ações do Governo Federal.
“Somente no período da pandemia que vem assolando todo o mundo, Alagoas recebeu, do Governo Federal, um total de 327 respiradores, sendo 190 de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e 137 de transporte, além de quase 700 milhões de reais somente para ações com Covid até abril de 2021, sem contar com a suspensão dos pagamentos da dívida pública com a União, o que alcança a esfera de 18,5 bilhões em investimentos em nosso estado para a luta contra o coronavírus”, destacou Bebeto.
Por outro lado, o ex-petista Ronaldo Medeiros (MDB) continuou se posicionando de forma contrária à honraria ao presidente Bolsonaro. Ele foi o único parlamentar a votar contra a concessão do Título de Cidadão Honorário aí chefe do Executivo federal.
“Não vejo nenhum motivo para a concessão do título. Este cidadão não tem serviço prestado, é omisso, manteve o Canal de Sertão parado, não incentiva vacinação, é responsável pela maioria das mortes por Covid no país e incita a violência”, criticou Medeiros, que continuou protestando através das redes sociais.
Ainda não há previsão de data para que Jair Bolsonaro venha a Alagoas receber a honraria.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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