Politicando
Cibele Moura e Dudu Ronalsa podem deixar o PSDB para se filiar ao União Brasil, diz deputado
Proposta foi feita pelo presidente da ALE, Marcelo Victor
O PSDB poderá perder as duas cadeiras que possui na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), assim que a janela partidária for liberada para que políticos detentores de mandato possam trocar de sigla sem sofrer penalidades da Justiça Eleitoral. Ainda nesta legislatura, pelo menos quatorze deputados estaduais estarão se filiando em novas legendas.
Cibele Moura e Dudu Ronalsa, ambos do PSDB, irão se filiar ao União Brasil (UB) para disputar a reeleição. “Eles terão de honrar o compromisso que honraram com o presidente Marcelo Victor”, informou um importante parlamentar – que optou por ter o nome preservado para não se indispor com os colegas da Casa de Tavares Bastos.
A perda, ainda segundo o parlamentar, será compensada com a chegada do deputado Davi Maia – que está saindo do DEM e revelou ao 7Segundos, nessa segunda-feira (06), que o PSDB é o seu “plano A”. Maia foi designado pelo presidente estadual do PSDB, senador Rodrigo Cunha, para articular a formação de chapas competitivas para a ALE e Câmara Federal.
Davi Maia não revelou à reportagem quais nomes pretende levar para o ninho tucano. Nos bastidores, a informação é de que, caso o prefeito JHC libere, os suplentes de vereadores do partido deverão entrar na disputa proporcional na condição de candidatos. Entre eles, Cléber Costa, Rodolfo Barros, Fábio Rogério e Mirian Monte.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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