Economia

Alagoas fecha primeiro semestre com superávit de R$ 2,9 bilhões

Estado arrecadou R$ 14,3 bilhões até junho e registrou R$ 11,4 bilhões em despesas liquidadas

Por 7Segundos 31/07/2026 21h09 - Atualizado em 31/07/2026 22h10
Alagoas fecha primeiro semestre com superávit de R$ 2,9 bilhões
O avanço do Polo Industrial tem gerado emprego, renda e fortalecido a economia local - Foto: Assessoria

O Governo de Alagoas encerrou o primeiro semestre de 2026 com superávit orçamentário de R$ 2.933.645.018,30.

O resultado consta no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (30).

Entre janeiro e junho, as receitas realizadas pelo Estado somaram R$ 14.348.458.666,29.

No mesmo período, o governo empenhou R$ 12.801.999.218,12, liquidou R$ 11.414.813.647,99 e efetuou pagamentos no valor de R$ 10.679.528.650,60.

O empenho representa a reserva do dinheiro no orçamento para determinada despesa. A liquidação ocorre quando o governo reconhece que o serviço foi realizado, o produto foi entregue ou a obrigação se tornou exigível.

O pagamento é a etapa em que o recurso efetivamente sai dos cofres públicos.

Superávit não representa dinheiro livre

Apesar do resultado positivo de R$ 2,9 bilhões, o valor não representa, necessariamente, dinheiro disponível para ser utilizado livremente pelo Governo do Estado.

Parte das receitas pode estar vinculada a áreas específicas, como saúde, educação, previdência, obras ou contratos de financiamento.

Também existem despesas já empenhadas ou liquidadas que ainda precisam ser pagas nos próximos meses.

O resultado também inclui receitas provenientes de operações de crédito, que são empréstimos e financiamentos recebidos pelo Estado e que terão de ser pagos futuramente.

Restos a pagar chegam a R$ 756 milhões

O relatório aponta que Alagoas encerrou o semestre com saldo de R$ 756.725.907,83 em restos a pagar.

Desse total, R$ 254.483.559,08 correspondem a despesas processadas, quando o serviço já foi prestado ou o produto entregue, mas ainda não houve pagamento.

Outros R$ 502.242.348,75 são referentes a despesas não processadas, que foram empenhadas, mas ainda não chegaram à etapa de liquidação.

Durante o período analisado, o Estado registrou R$ 3.713.999.684,22 em inscrições de restos a pagar.

Desse montante, R$ 128.641.671,92 foram cancelados e R$ 2.828.632.104,47 foram pagos até o encerramento do semestre.

Metas fiscais

O resultado primário, desconsiderando o regime próprio de previdência, ficou positivo em R$ 244.767.095,71.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias previa um resultado deficitário de R$ 493.967.790 para o período.

Já o resultado nominal ficou positivo em R$ 183.725.291,75. A meta estabelecida anteriormente permitia um déficit de até R$ 2.282.853.172.

Os resultados mostram desempenho superior às metas estabelecidas para o semestre, mas não garantem que o mesmo cenário será mantido até o encerramento de 2026.