Politicando
Nome de Dr. Wanderley para o Governo tem resistência por “representar a velha política”
Governador Renan Filho sinaliza preferência para nome “mais jovem”
Liderados pelo presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, um grupo de prefeitos tem pressionado para que o nome do médico José Wanderley Netto (MDB) seja indicado para disputar o Governo de Alagoas nas eleições de 2022.
O aval, segundo informações, teria sido dado publicamente pelo senador Renan Calheiros. Mas há uma resistência à indicação por parte do Governador Renan Filho. A justificativa seria de que o cardiologista “representa uma política ultrapassada”.
A proposta do governador é que o candidato à sua sucessão seja um jovem, de preferência ligado as redes sociais, e que mostre disposição em estar nos municípios trabalhando pelo povo.
Vale destacar que é inegável os méritos que Dr Wanderley tem como médico, figura pública e principalmente como “homem de bom coração”. Embora tenha tantas qualidades, o nome não atende aos requisitos estabelecidos por Renan Filho.
Oposicionistas dizem que há uma guerra interna que pode ocasionar num desconforto no MDB. Para o grupo situacionista, o problema será resolvido no diálogo. Até lá, Dr Wanderley segue dizendo que é candidato a deputado estadual.
Enquanto isso, o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (SDD), trabalha para fortalecer o nome do deputado estadual Paulo Dantas (MDB) como candidato ao Governo. Pelo andar da carruagem, vai acabar dando certo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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