Politicando
Ex-chefe do “triângulo das bermudas alagoano” ensaia lançar o filho para a ALE
Luiz Pedro já disputou prefeitura de Mata Grande
Chegando a ser conhecido por ser a maior liderança política do Sertão de Alagoas por comandar os municípios de Canapi, Inhapi e Mata Grande - região chamada de “triângulo das bermudas” - o ex-deputado Celso Luiz se articula para lançar o filho, Luiz Pedro (MDB), para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) em 2022.
O jovem político já tentou ser prefeito de Mata Grande, em 2017, mas obteve apenas 45,53% dos votos e foi derrotado nas urnas por Erivaldo Mandú, atual gestor do município que, à época, alcançou 54,47% dos votos. Em 2018, Luiz Pedro chegou a se lançar candidato a deputado estadual, mas retirou a candidatura para apoiar Fátima Canuto (PSC).
Nos bastidores, a informação é de que houve um acordo para que Luiz Pedro e Celso Luiz não sejam candidatos nas eleições municipais. Em troca, o filho do ex-deputado receberia apoio para sua candidatura a ALE, em 2022. Atualmente, o grupo já tem o apoio do prefeito de Inhapi, Tenorinho Malta, irmão de Celso Luiz.
Há, ainda, quem discorde desse acordo e levanta a possibilidade de a família apoiar o deputado estadual Ronaldo Medeiros (MDB) à reeleição. O parlamentar já divulgou em suas redes sociais diversos encontros com Celso Luiz e Tenorinho Malta. Inclusive, recebendo ambos em seu gabinete.
Atualmente, Luiz Pedro segue discretamente com suas atividades como diretor-presidente do Instituto de Metrologia de Alagoas (Inmeq), autarquia vinculada a Secretaria do Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Governo de Alagoas (Secti).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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