Politicando
Renan Filho e Rodrigo Cunha devem estrelar propaganda partidária gratuita
O tempo de rádio e televisão será precioso para as regiões onde não se tem internet de qualidade
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o tempo da propaganda partidária gratuita em rádio e televisão para o primeiro semestre de 2022. Nos critérios aplicados para a distribuição dos 305 minutos, o MDB e o PSDB foram os que ganharam mais tempo.
Com isso, dois grupos saem na vantagem quando as inserções forem locais. O MDB de Renan Filho terá 40 inserções, totalizando 20 minutos. O mesmo tempo para o PSDB de Rodrigo Cunha.
O tempo de rádio e televisão será precioso para esses políticos, já que é o primeiro impacto para uma parcela da população que não tem acesso ou não é conectada em redes sociais, e que represetam uma considerada parcela do eleitorado alagoano, principalmente no interior.
Vale lembrar que diretamente, esse tempo não é para propaganda eleitoral, mas os partidos podem mostrar os trabalhos realizados nos últimos anos, meses e semanas. Uma vantagem para as eleições de outubro.
As legendas que terão acesso ao tempo de rádio e TV poderão exibir peças de propaganda que difundam os ideais partidários; transmitam mensagens aos filiados sobre a execução do programa e a realização de eventos da legenda; divulguem a posição da agremiação em temas políticos ou de interesse da sociedade; incentivem a filiação partidária; e promovam a participação de mulheres, jovens e negros na vida política do país.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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