Politicando
Grupo de prefeitos quer nova entidade e AMA pode estar com os dias contados
Presidente Hugo Wanderley é acusado de usar entidade para fins eleitorais
A gestão do prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (MDB), a frente da presidência da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) pode ser a última da entidade. Um grupo foi formado com mais de trinta prefeitos, que já estão planejando uma desfiliação em massa com o objetivo de criar uma nova instituição que represente as gestões municipais.
De acordo com alguns prefeitos ouvidos pela reportagem, a AMA tem um faturamento mensal milionário, mas não oferece um suporte necessário às prefeituras associadas. “É um cabide de emprego para beneficiar um específico grupo político. Os servidores formam panelinhas e estão lá há décadas. Queremos quebrar esse vício e criar uma entidade que dê voz e vez para todos”, disse um gestor que pediu para ter o nome preservado.
Já outro prefeito, que também optou em não ser identificado, revelou que não há transparência na utilização dos recursos da entidade. “Arrecadam bem, mas sempre que solicitamos ajuda a resposta é sempre a mesma: as contas estão apertadas! Ninguém sabe como está a saúde financeira da AMA, só o presidente e seu grupinho”, denunciou.
Ainda segundo os informantes, as discussões estão ocorrendo de forma discreta para que não haja interferência externa nas negociações. Este é o segundo mandato de Hugo Wanderley a frente da AMA. O pai dele, ex-vice-governador Dr Wanderley, é pré-candidato a deputado estadual. Há suspeitas de que a entidade estaria sendo usada para fins eleitorais e não institucionais.
Uma carta aberta estaria sendo redigida com o intuito de solicitar um espaço para esta nova instituição na Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
A reportagem tentou contato com o presidente Hugo Wanderley, mas até o fechamento da matéria ele não retornou as ligações telefônicas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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