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Empresário alagoano é cotado para ser o vice de Bolsonaro

Gilson Machado é dono de uma pousada no Litoral Norte do Estado

21/02/2022 16h04
Empresário alagoano é cotado para ser o vice de Bolsonaro

Proprietário de uma pousada em São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte de Alagoas, o atual ministro do Turismo, Gilson Machado (PSC), pode compor a chapa presidencial que que buscará a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto no pleito deste ano.

Apesar de ter empreendimento em Alagoas, Gilson Machado é natural do Estado vizinho Pernambuco, e ficou conhecido por tocar sanfona nas tradicionais lives das quintas-feiras de Bolsonaro.

Antes de ser ministro, ele se apresentava na banda de forró Brucelose, ao qual é proprietário. Machado também é dono de uma emissora de rádio no município de Maragogi.

Aos 53 anos de idade, Gilson Machado já passou por sete partidos políticos (PFL, DEM, PHS, PMDB, PSL, PSC), mas nunca disputou uma eleição.

O sanfoneiro faz parte de uma lista de outros ministros que também são cotados para disputar as eleições na condição de vice de Bolsonaro. Entre eles, Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Defesa), e Tereza Cristina (Agricultura).

O nome de Gilson Machado ganha força por ser nordestino e é aposta da equipe de campanha do presidente para conquistar votos, já que Bolsonaro não pontua bem em pesquisas na região. No Nordeste, o ex-presidente Lula (PT) aparece como preferido diante da opinião pública.

“É UMA PIADA”, DIZ JORNALISTA

O jornalista Ricardo Noblat, do Metrópoles, fez duras críticas à possível candidatura e está sendo caracterizado como preconceituoso por fazer referências ao nordeste.

O texto, intitulado “Só pode ser piada: um sanfoneiro nordestino para vice de Bolsonaro”, ainda faz ataques a Gilson Machado que vão além do campo político.

“Além de péssimo músico, desafinado ainda por cima, não tem votos para sequer se eleger deputado federal por seu estado, Pernambuco”, escreveu em trecho de sua matéria.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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