Politicando
Marcelo Victor e Jó Pereira batem boca sobre liberação de galeria e uso de painel de votação
Discussão ocorreu durante sessão ordinária desta quarta-feira, 16
A sessão ordinária na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) desta quarta-feira (16) foi marcada pelo bate-boca entre os deputados Marcelo Victor (SDD) e Jó Pereira (MDB), durante a abertura da Ordem do Dia. Em pauta, cerca de vinte Projetos de Lei que tratam sobre a reposição salarial e reestruturação de carreiras de servidores. Pereira fez um apelo para que o presidente da Casa colocasse em votação pelo Plenário para que a galeria do parlamento fosse aberta para que os servidores pudessem acompanhar a apreciação das matérias. O que não foi atendido.
“Tendo em vista a necessidade e o direito que as pessoas têm de adentrar a essa casa, que é a casa do povo. Mesmo sabendo da existência de um Ato Normativo, que hoje fecha cem por cento a galeria, mas o Plenário é soberano e muitas questões foram resolvidas nesse plenário. E eu gostaria de apelar ao presidente dessa sessão para que isso fosse deliberado pelo Plenário, permitindo pelo menos o acesso de 50%”, pleiteou Jó Pereira.
O deputado Paulo Dantas (MDB) presidia a sessão no momento da solicitação da colega parlamentar. Ele alegou que compreende o pleito, “mas entende que Questão de Ordem tem que tratar dos projetos que constam na Ordem do Dia. Então, o pedido da deputada Jó fica indeferido”.
Pereira voltou a fazer o uso da palavra para questionar a decisão de Paulo Dantas sem que ele tivesse consultado o Plenário da Casa. “eu gostaria de mais uma vez fosse analisada essa possibilidade por essa presidência compartilhada entre os deputados Paulo Dantas e Marcelo Victor para que a gente coloque essa decisão para o Plenário. O meu apelo é que essa decisão não seja unilateral, não seja apenas do presidente. Eu acho que é democrático as pessoas participarem do encaminhamento da votação de projetos tão importantes”, insistiu, também solicitando que todas as votações fossem feitas pelo painel eletrônico, revelando o voto de cada parlamentar.
Após a fala de Jó Pereira, a presidência foi retomada pelo deputado Marcelo Victor, que se comprometeu em fazer uma reunião entre os integrantes da Mesa Diretora para decidir se o Ato Normativo será revogado ou não. “Nas divergências de entendimentos, e eu tenho divergência com a senhora nesse entendimento, nós vamos usar o Regimento Interno, que serve para dirimir qualquer tipo de dificuldade”, decidiu.
Mais uma vez, Pereira voltou a usar a palavra para destacar que durante a trajetória de Marcelo Victor a frente da presidência da Casa, o parlamentar sempre fez questão de dizer que as decisões eram democráticas e tudo era dividido com o Plenário. Victor reagiu ao afirmar que a deputada estava “faltando com a verdade” e a desafiou a dizer o dia em que restringiu o uso do painel eletrônico durante as votações.
“Talvez a senhora só respeite o líder democrático que sou quando atendo os interesses da senhora. Quando eu não atendo, a senhora não respeita. Eu tenho um compromisso e vou manter: seguir o regimento interno”, disparou Marcelo Victor.
O desentendimento entre Jó Pereira e Marcelo Victor está sendo interpretado como um embate político, já que o presidente da ALE teria rompido politicamente com o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas).
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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