Politicando
Após perder o comando do PROS, Adeilson Bezerra tenta acomodar seus candidatos no Avante
"Mago das coligações" corre contra o tempo para não perder janela partidária
O “mago das coligações”, Adeilson Bezerra, levou uma “rasteira” – fato comum na política – e perdeu o comando do Pros após ter prometido montar uma chapa que garantiria a eleição de cinco filiados nas eleições deste ano para a Assembleia Legislativa Estadual (ALE). O Avante é a sigla que está na mira de Bezerra para acomodar seus aliados políticos.
Com isso, Adeilson Bezerra terá que recomeçar do zero a composição de uma chapa para a disputa proporcional. Ele terá de correr contra o tempo para aproveitar a janela partidária com o objetivo de ampliar suas bases.
Nos bastidores, a informação é de que alguns nomes que já tinham a candidatura como certa acabaram desistindo de participar do pleito por acreditarem que o presidente do Avante em Alagoas, Marco Toledo, irá impor algumas condições para aceitar os seguidores de Bezerra.
Por fazer parte do grupo que dá sustentação política à família Calheiros, Adeilson Bezerra corre o risco de ter algum desconforto no Avante, já que o presidente nacional da legenda deputado federal por Minas Gerais, Luiz Tibé, tem fortes ligações com o prefeito de Maceió, JHC (PSB) – um dos principais adversários de Renan Filho (MDB).
Já o PROS, voltou ao comando do senador Fernando Collor, que indicou Junior Melo, vice-prefeito de Cajueiro para presidir a sigla. Enquanto o vice é Thiago ML, presidente da Câmara Municipal de Arapiraca.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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