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Após tentar anular eleição, Gustavo Feijó fica de fora da nova diretoria da CBF

Ednaldo Rodrigues é eleito presidente

23/03/2022 17h05
Após tentar anular eleição, Gustavo Feijó fica de fora da nova diretoria da CBF

O ex-prefeito de Boca da Mata e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Gustavo Feijó não conseguiu apoio para montar uma chapa para disputar a presidência da entidade. O cartola chegou a ingressar na Justiça de Alagoas para tentar impedir a realização da eleição nesta quarta-feira (23), mas a tentativa de boicote não teve êxito.

Quem comandará o futebol brasileiro pelos próximos quatro anos será Ednaldo Rodrigues, 68 anos, que foi eleito em chapa única e fazia oposição ao grupo que comandava a entidade e tinha Gustavo Feijó como um dos mandatários.

Uma decisão do juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, da 1ª Vara Cível de Maceió, suspendeu a eleição. No entanto, a Comissão Eleitoral argumentou que não foi notificada da decisão da Justiça alagoana e por isso manteve a realização do pleito.

Das 27 federações, apenas a alagoana não compareceu (totalizando 78 votos). Foram ainda 40 votos dos 20 clubes da Série A (peso 2) e outros 19 da Série B (peso 1) - somente a Ponte Preta não votou por conta de uma irregularidade na procuração.Ednaldo Rodrigues recebeu 137 dos 141 votos possíveis.

Romário criticou duramente Feijó


O senador Romário chegou a usar as redes sociais por diversas vezes para criticar duramente uma possível eleição de Gustavo Feijó, que é ligado ao grupo do ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. O parlamentar ameaçou propor a criação de uma CPI para investigar a Instituição. “Já publiquei q se trata de um sujeito cheio de escândalos e afirmei que, se ele ou qualquer outro cartola viciado em poder, como Del Nero ou Ricardo Teixeira, se candidatar à CBF, vou trabalhar para criar uma nova CPI, agora, especificamente, sobre a CBF”, disparou.

Romário também questionou o suposto envolvimento do ex-prefeito de Boca da Mata em atos de corrupção, como enriquecimento ilícito. “O cara tem uma porrada de ação pública, particular e política, de várias coisas que... porra! Que ele enriqueceu ilicitamente, e aí estão fazendo um movimento para o cara ser o presidente da CBF. Então, não dá, né?!”, criticou à época.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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