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Collor perde comando do PL de Bolsonaro para Cabo Bebeto e Leonardo Dias

Senador “briga” na Justiça para permanecer com o Pros

01/04/2022 15h03
Collor perde comando do PL de Bolsonaro para Cabo Bebeto e Leonardo Dias

O senador Fernando Collor está vivendo nestas eleições mais um inferno astral em sua carreira pública. Após lutar na Justiça para tentar ficar com a Executiva estadual do seu partido, o Pros, o ex-presidente da República teve mais uma derrota política nesta sexta-feira (01).

Collor perdeu o comando do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, para um deputado estadual e um vereador por Maceió. Cabo Bebeto e Leonardo Dias irão determinar o destino da sigla bolsonarista em Alagoas.

"Na terra dos Calheiros, Bolsonaro não pode ficar sem palanque!", disse Cabo Bebeto, através de vídeo postado em suas redes sociais juntamente com o vereador Leonardo Dias.

Já Dias pontuou que não é permissível abrir espaço para o retrocesso. "Temos um governo federal que recebeu o país depois de uma completa destruição, com os maiores escândalos de corrupção que o mundo já viu, com ataques aos valores da família, dentre tantos outros males cometidos pelas gestões petistas. Não podemos permitir retrocesso. Somos soldados na luta por um país melhor”, destacou.

Bebeto e Dias serão os responsáveis para montar um palanque para Bolsonaro em Alagoas. Será deles a decisão em ter ou não Collor participando das articulações políticas.

Nas redes sociais, internautas comentam o fato de “um senador e ex-presidente da República ter menos força política que um deputado estadual e um vereador”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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