Politicando
Condenado pela Justiça, Jairzinho Lira pode ficar impedido de disputar reeleição
Deputado é acusado de desviar dinheiro da merenda escolar quando era prefeito de Lagoa da Canoa
O deputado estadual Jairzinho Lira (PSD) poderá ficar impedido de disputar as eleições deste ano. O Tribunal de Contas da União (TCU) manteve a condenação de um processo de quando o parlamentar era prefeito do município de Lagoa da Canoa, sob a acusação de fraude em processos licitatórios e desvio de recursos da merenda escolar oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Com a manutenção da condenação, Lira deverá ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e poderá ter o pedido de candidatura rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com relatório do TCU, o então prefeito não conseguiu comprovar a devida utilização dos recursos federais durante o seu segundo mandato entre os anos de 2009 a 2012.
O julgamento do caso ocorreu em 24 de junho de 2020, e voltou ao Pleno em 23 de março deste ano para a apreciação dos recursos apresentados pela defesa do réu. O ministro Bruno Dantas, relator do processo, descartou a argumentação de Jairzinho Lira e manteve a antiga decisão do colegiado. Segundo o TCU, o valor desviado dos recursos do PNAE foi R$ 45.440,55. Com correção, o valor atualizado estaria em torno de R$ 125 mil. O ex-prefeito nega sua participação em qualquer ato de ilegalidade.
Vale destacar que Jairzinho Lira poderá ter seu nome apresentado em convenção partidária, poderá fazer campanha política – caso decida disputar a reeleição – até que a Justiça Eleitoral defira ou indefira o seu pedido de registro de candidatura.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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