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PSB tenta barrar eleição para governador tampão através de ação judicial

Partido de JHC ingressou com uma Ação Ordinária Anulatória no TJ/AL

27/04/2022 16h04
PSB tenta barrar eleição para governador tampão através de ação judicial

“Suspender todos os efeitos do edital de convocação das eleições indiretas para o preenchimento dos cargos de governador e vice-governador do Estado de Alagoas expedido pelo Presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas”. Este foi o pedido que a Executiva estadual do PSB fez ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), nesta quarta-feira (27), através de uma Ação Ordinária Anulatória.

A tentativa de barrar a eleição indireta para a escolha do governador tampão e do vice, marcada para o dia 02 de maio na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), é justificada, segundo a ação impetrada, por possível inconstitucionalidade do art. 4º da Lei Estadual nº 8.576/2022. De acordo com os advogados que ingressaram com a ação, o edital expedido pela presidência do Poder Legislativo estadual carece de anulação.

Os dois pontos considerados inconstitucionais já vinham sendo discutidos nos bastidores: voto separado para escolher o governador e o vice-governador e a votação aberta. “Em que pese o Supremo Tribunal Federal já ter se posicionado a respeito do tema em alguns precedentes, em especial na ADI nº 1.057-3, adotando como regra a votação aberta, é possível interpretar que também é inviável o reconhecimento da inconstitucionalidade”, diz um trecho da petição.

Há, ainda, um pedido de urgência para que a Corte aprecie com “máxima urgência” a ação ingressada pelo PSB.

Vale destacar que o partido que ingressou com o pedido de anulação da eleição indireta é presidido em Alagoas pelo prefeito de Maceió, JHC, adversário político do grupo que possui maioria na ALE para a escolha do novo governador.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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