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Após PSB, mais quatro partidos deverão pedir anulação da eleição para governador tampão

Objetivo é tirar vitrine que Paulo Dantas pode ter como governador tampão

27/04/2022 17h05
Após PSB, mais quatro partidos deverão pedir anulação da eleição para governador tampão

O grupo político que faz oposição à família Calheiros estará bombardeando o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) nos próximos dias com uma série de ações judiciais com pedidos de anulação da eleição indireta para a escolha do governador tampão de Alagoas. Nesta quarta-feira (27), o PSB do prefeito JHC foi o primeiro a ingressar com Ação Ordinária Anulatória.

A expectativa é que outros partidos que compõem a base política do prefeito da Capital também se movimentem no sentido de impedir que o deputado estadual Paulo Dantas (MDB) – que possui maioria na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) – assuma o mandato de governador tampão.

PSDB da família Vilela e Jó Pereira; Progressistas de Arthur Lira; União Brasil de Rodrigo Cunha; e até o PTB de Collor podem pressionar a Justiça em todas as suas instâncias para fragilizar o projeto político do presidente da ALE, Marcelo Victor, e do ex-governador Renan Calheiros, ambos do MDB. Com Paulo Dantas afastado do cargo de governador tampão, ele não terá a vitrine necessária para poder melhorar nas pesquisas conforme ensaiado pelos estrategistas do grupo situacionista.

Segundo juristas, é esperado que a Justiça alagoana se mantenha neutra a respeito da eleição indireta. A decisão final deverá partir do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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