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Bruno Toledo passa de oposicionista a porta-voz do grupo liderado pelos Calheiros

Deputado estadual se filiou ao MDB

12/05/2022 17h05
Bruno Toledo passa de oposicionista a porta-voz do grupo liderado pelos Calheiros

“Mudou da água para o vinho”. Essa é a frase mais dita nos corredores da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) a respeito da mudança de grupo político por parte do deputado estadual Bruno Toledo. De crítico ferrenho da gestão de Renan Filho, o parlamentar passou a ser o porta-voz do grupo situacionista quando o assunto é a eleição indireta.

Após passar pelo PSDB e PROS, Toledo se filiou ao MDB da família Calheiros para disputar a reeleição este ano. Mas a troca de legenda não foi planejada. Ele pretendia se filiar ao União Brasil (UB) quando a federação entre DEM e PSL era comandada pelo presidente da ALE, Marcelo Victor (MDB).

A troca de partidos, que deveria ser interpretada apenas como “sobrevivência política”, foi além. Bruno Toledo tem sido o defensor da realização da eleição indireta em “regime de urgência” para que Paulo Dantas (MDB) assuma o governo-tampão. Ele tem defendido com unhas e dentes o seu novo grupo político.

HISTÓRICO DE CRÍTICAS

Bruno Toledo criticou a ausência do governo do Estado nas discussões e audiências públicas realizadas na Casa acerca do Plano Estadual da Educação (PEE), e disse não entender o veto ao artigo 12, que veda a distribuição nas escolas de material didático e paradidático com conteúdo que determine, promova ou induza a orientação de cunho sexual, afetivo ou de gênero.

Em 2017, Toledo denunciou que foi alvo de retaliação do então governador Renan Filho contra sua iniciativa de convocar a secretária estadual de Prevenção à Violência, Esvalda Bittencourt, para esclarecer denúncias de uso eleitoral da política antidrogas, feitas pelo arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz.

Ele também chegou a usar a tribuna da Casa de Tavares Bastos para criticar o governo de Renan Filho referente aos investimentos na área da saúde no Estado. O parlamentar questionou o porque do uso dos recursos da Fecoep (Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza) para a reforma do Hemoal.

Segundo o parlamentar, o problema da Saúde em Alagoas não é dos secretários, mas do próprio governador que não prioriza a pasta como importante. O argumento é de que não há lógica investir recursos da Fecoep na área da saúde, sendo que o fundo deve ser usado para a erradicação da pobreza.

Agora, filiado ao MDB, o discurso de Bruno Toledo mudou “da água para o vinho”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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