Politicando
“É melhor ter dois Renans no Senado do que um Renan e um Collor”, diz ex-governador de Alagoas
Segundo ele, não há espaço nem tempo para quem vai arriscar
O ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), reagiu às acusações dos adversários políticos de que ter dois membros da mesma família ocupando vagas no Senado Federal “é ruim para o Estado”. Em entrevista à Rede Antena 7 de Rádios, na manhã desta quinta-feira (26), ele criticou a atuação parlamentar do senador Fernando Collor (PROS) e os recentes posicionamentos do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas).
Pré-candidato ao Senado Federal, Renan Filho destacou que, independente de laços familiares, a vaga de senador por Alagoas deve ser ocupada por quem tem os melhores representantes e uma boa densidade política para trazer recursos para o Estado. Segundo ele, não há espaço nem tempo para quem vai arriscar.
“Ter dois Renans, certamente, é melhor do que um Renan e um Collor, que é ausente, que trata mal o alagoano, que não realiza. Além disso, não adianta mandar para o Senado quem vai aprender. Isso é entregar uma vaga do povo de Alagoas para o aprendizado, e isso leva tempo. Ninguém aprende política. Política se compreende. Se compreende como é o funcionamento das forças antagônicas”, destacou.
Renan Filho caracterizou esse tipo de crítica como “vazia”. “O Renan foi eleito para o quarto mandato no senado e eu fui um dos mais mais votados do Brasil para o Governo. Isso significa dizer que o alagoano sabe separar as pessoas e sabe a importância de quem produz. A pior é escolha em política, é escolher quem não produz, quem se esconde, quem não tem sequer capacidade para realizar. Quando eles me criticam por essa direção, eu fico tranquilo. As pessoas vão olhar a biografia de cada candidato e vão saber quem nunca fez nada”, pontuou.
O ex-governador foi além e disse que, no momento apropriado, vai apresentar as pessoas que seus os adversários tentam esconder. “Esses adversários tem mandato, o irmão é candidato, o pai é candidato, a mãe é suplente. Ou seja: ficariam quatro da mesma família no poder. Isso eles não falam”, disparou.
Sem citar nomes, mas se referindo ao também pré-candidato ao Senado, Davi Davino Filho, Renan Filho disse não ver nenhuma realização por parte do deputado estadual. “Não tem nenhuma realização pessoal. O pai é vereador, também com nada. Agora vai colocar a mãe como candidata. Ou seja: bem diferente de comparar com o Renan Filho, porque eu sou o Renan do combate à pandemia, dos hospitais, da redução a violência, dos avanços da educação, das melhores rodovias do Brasil, da valorização do servidor. Esse sou eu!”, concluiu.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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