Cultura

Grupo de Capoeira Mandingueiros de Penedo celebra 18 anos de atividades

A confraternização continuou no período da tarde, no ginásio do Instituto Federal de Alagoas, onde foram realizados aulões da arte ancestral

Por 7 Segundos, com Assessoria 06/05/2026 21h09
Grupo de Capoeira Mandingueiros de Penedo celebra 18 anos de atividades
A confraternização continuou no período da tarde, no ginásio do Instituto Federal de Alagoas, onde foram realizados aulões da arte ancestral - Foto: Reprodução/Ascom

O último final de semana foi marcado pelo ritmo do berimbau e a força da cultura popular em Penedo. O Grupo de Capoeira Mandingueiros celebrou sua “maioridade” com uma programação intensa que movimentou praças públicas e o ginásio do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), reunindo alunos, mestres e a comunidade local.

Fundado há 18 anos pelo Mestre Bentinho, o grupo nasceu com o propósito de resgatar a história e promover a inclusão social por meio do projeto que tem sede no Barro Vermelho – o primeiro bairro de Penedo – atendendo crianças, adolescentes e jovens, inclusive em escolas da rede pública municipal.

A comemoração do trabalho começou no sábado, 2, no Largo São Gonçalo, com apresentações de rodas de capoeira, com participação de mestres que atuam em outros municípios.

A confraternização continuou no período da tarde, no ginásio do Instituto Federal de Alagoas, onde foram realizados aulões da arte ancestral, apresentações culturais de xaxado, coco de roda, carimbó, maculelê e puxada de rede.

Os 18 anos do Grupo de Capoeira Mandingueiros de Penedo teve ainda a 4ª edição do Prêmio Fazedores de Cultura, reconhecimento às pessoas que dedicam suas vidas à promoção da arte e das tradições.

“Nosso grupo não forma apenas capoeiristas, forma cidadãos conscientes da sua história. Celebrar 18 anos é reafirmar que a cultura é o caminho para transformar vidas”, ressalta Mestre Bentinho, frisando que a instituição promove outras atividades, além da capoeira, e que o nome do grupo carrega uma carga histórica profunda e pouco difundida.

Segundo o fundador, trata-se de uma homenagem direta aos negros escravizados mandingueiros que viveram no Brasil, africanos de origem muçulmana fundamentais na resistência e na formação da identidade nacional.