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Lessa ou Davi Filho: grupo de JHC/Cunha só cabe um candidato ao Senado

Vice-prefeito de Maceió e deputado estadual apoiam mesmo candidato ao Governo

27/05/2022 16h04
Lessa ou Davi Filho: grupo de JHC/Cunha só cabe um candidato ao Senado

O vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), participou de várias reuniões e, em todas, deixou claro duas situações: pretende continuar no grupo político liderado por JHC (PSB) e Rodrigo Cunha (União Brasil), e que vai ser candidato ao Senado Federal.

Incialmente, alguns integrantes do grupo político não acreditaram que o ex-governador teria essa audácia. No entanto, Lessa chutou o balde e confirmou sua candidatura, independente de aceitarem ou não. Segundo ele, a decisão foi do partido.

Em recente entrevista, Ronaldo colocou Cunha como melhor opção ao Governo e garantiu apoiá-lo. Mas foi questionado pelo fato de o deputado estadual Davi Davino Filho (Progressistas) ter sido anunciado como candidato ao Senado do grupo. Sem titubear, Lessa garantiu que fará uma campanha “independente”.

Após ocupar quase todos os cargos públicos e restando apenas dois anos como vice-prefeito, Ronaldo Lessa demonstra que não tem nada a perder.

Portanto, só restam dois caminhos: JHC e Cunham convencem Davi Filho a disputar uma vaga na Câmara Federal para aceitar Lessa como candidato ao Senado ou perderão o vice-prefeito “amigo do servidor público” para a chapa majoritária de Rui Palmeira (PSD).

A vaga de Senador na chapa de Rodrigo Cunha só cabe um nome. Lessa ou Davi Filho deve abrir mão da candidatura ou deixar de fazer parte do grupo oposicionista.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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