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Anúncio de Collor como candidato ao Governo pode dividir grupo bolsonarista em Alagoas

Senador alagoano busca data para oficializar pré-candidatura

06/06/2022 17h05
Anúncio de Collor como candidato ao Governo pode dividir grupo bolsonarista em Alagoas

Ao desistir de disputar a reeleição para concorrer ao Governo de Alagoas, o senador Fernando Collor (PTB) já sabia que também possui rejeição entre os apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Candidato apenas para dar um palanque à Bolsonaro no Estado, o ex-presidente da República não terá o apoio dos principais aliados locais do chefe do Executivo federal.

Único bolsonarista de carteirinha com uma cadeira na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) foi um dos que não conseguiu digerir o nome de Collor como “o candidato de Bolsonaro em Alagoas”. Bebeto apoiou JHC (PSB), em 2020, para a prefeitura de Maceió e poderá estar no palanque de Rodrigo Cunha (União Brasil) para a disputa majoritária.

O mesmo deverá ocorrer com o vereador por Maceió, Leonardo Dias (PL). O parlamentar-mirim chegou até a colocar o nome a disposição para participar do pleito na condição de candidato a vice-governador. No entanto, após a confirmação do nome de Collor, Dias tem demostrando não ter simpatia pelo indicado do presidente Bolsonaro.

Embora possam não concordar com Collor, tanto Bebeto quanto Leonardo Dias podem mudar de ideia, caso Bolsonaro faça o pedido pessoalmente para que todos estejam juntos no mesmo palanque, até mesmo contra a própria vontade. Há quem aposte que um pedido do próprio presidente da República não deverá ser negado por nenhum bolsonarista.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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