Politicando
Aumento da fome no Brasil vira pauta para políticos alagoanos
Governo de Bolsonaro foi apontado como culpado
A divulgação de dados que mostram o significativo aumento da fome no Brasil nos últimos dois anos provocou a reação de uma série de políticos alagoanos. De acordo com levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, os números da segurança alimentar no país foram de 19 milhões de pessoas, em 2020, para 33 milhões este ano.
A deputada estadual Jó Pereira (PSDB) lamentou os dados e lembrou que, em 2017, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) fez esforços para tentar evitar esse impacto com a aprovação do PAA. “Aprovamos 15 milhões do Fecoepe, mas infelizmente os recursos não foram utilizados”, destacou.
Já o deputado Ronaldo Medeiros (PT) culpou, na sessão ordinária desta quarta-feira (08) o Governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Um absurdo sem tamanho! Neste Governo marcado pela fome, entramos de novo no mapa da fome e da miséria”, disparou.
Para a deputada Cibele Moura (MDB), é necessário união para enfrentar o problema e dar assistência à população que mais necessita de atenção. “Enquanto muitos discutem o cenário eleitoral, eu defendo o olhar para o alagoano. Devemos focar na Dona Maria que perdeu tudo com as fortes chuvas e não tem o que dar de comer para seus filhos”, pontuou.
O senador Renan Calheiros (MDB) também comentou sobre o aumento da insegurança alimentar no país e fez uma comparação entre os governos de Lula (PT) e Bolsonaro. “Bolsonaro aniquilou o Fome Zero de Lula. Saímos do mapa da fome. Agora a insegurança alimentar voltou. Bolsonaro esbanja com acionistas, mamatas no cartão corporativo, corrupção no MEC e nas vacinas, no orçamento secreto e na farra de maus militares”.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Justiça Eleitoral anula filiação de vereadores do PL ao PSDB
Arapiraca realiza ação do projeto “Mulher que Cuida” neste sábado (18)
Colisão entre carro e moto deixa jovem ferido na ladeira Geraldo Melo, em Maceió
Trabalhador fica preso no sexto andar durante serviço no Hospital Universitário, em Maceió
Prefeitura de Arapiraca irá conceder ponto facultativo na segunda-feira (20)
