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Aumento da fome no Brasil vira pauta para políticos alagoanos

Governo de Bolsonaro foi apontado como culpado

08/06/2022 17h05
Aumento da fome no Brasil vira pauta para políticos alagoanos

A divulgação de dados que mostram o significativo aumento da fome no Brasil nos últimos dois anos provocou a reação de uma série de políticos alagoanos. De acordo com levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, os números da segurança alimentar no país foram de 19 milhões de pessoas, em 2020, para 33 milhões este ano.

A deputada estadual Jó Pereira (PSDB) lamentou os dados e lembrou que, em 2017, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) fez esforços para tentar evitar esse impacto com a aprovação do PAA. “Aprovamos 15 milhões do Fecoepe, mas infelizmente os recursos não foram utilizados”, destacou.

Já o deputado Ronaldo Medeiros (PT) culpou, na sessão ordinária desta quarta-feira (08) o Governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Um absurdo sem tamanho! Neste Governo marcado pela fome, entramos de novo no mapa da fome e da miséria”, disparou.

Para a deputada Cibele Moura (MDB), é necessário união para enfrentar o problema e dar assistência à população que mais necessita de atenção. “Enquanto muitos discutem o cenário eleitoral, eu defendo o olhar para o alagoano. Devemos focar na Dona Maria que perdeu tudo com as fortes chuvas e não tem o que dar de comer para seus filhos”, pontuou.

O senador Renan Calheiros (MDB) também comentou sobre o aumento da insegurança alimentar no país e fez uma comparação entre os governos de Lula (PT) e Bolsonaro. “Bolsonaro aniquilou o Fome Zero de Lula. Saímos do mapa da fome. Agora a insegurança alimentar voltou. Bolsonaro esbanja com acionistas, mamatas no cartão corporativo, corrupção no MEC e nas vacinas, no orçamento secreto e na farra de maus militares”.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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