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Decisão do STJ de manter Paulo afastado tem recado nas entrelinhas para críticas contra ministra

Corte Especial manteve decisão de Laurita Vaz, mas com mudança no tempo de afastamento: até 31 de dezembro

14/10/2022 11h11
Decisão do STJ de manter Paulo afastado tem recado nas entrelinhas para críticas contra ministra

A decisão, por maioria dos votos (10 a 2), da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de manter o governador e candidato à reeleição Paulo Dantas (MDB) afastado do cargo conforme ordem judicial da ministra Laurita Vaz, tem nas entrelinhas um recado para o senador Renan Calheiros, que disparou críticas contra a magistrada e ameaçou levá-la a julgamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar de acatarem decisão da relatora do inquérito que investiga supostos envolvimentos de Paulo em contratação de servidores fantasmas e rachadinhas, ocorridos na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), quando deputado estadual, os magistrados decidiram que o afastamento segue até o final de dezembro deste ano.

O senador Renan Calheiros criticou duramente Laurita Vaz chamando-a de “bolsonarista”, bem como prometeu acionar o CNJ para julgá-la sobre o inquérito que investiga o governador do Estado. O parlamentar chegou a afirmar que a magistrada não teria competência legal para estar à frente da ação judicial e afastar Paulo do cargo, até o final do mandado dele, e não mais por 180 dias, como solicitado pela ministra anteriormente, mas descartada pela Corte Especial.

Durante a análise da decisão de Laurita Vaz, o pleno da Corte Especial se solidarizou com a ministra por conta dos ataques sofridos por ela. Ao final da votação favorável a relatora (10 a 2), a ministra se emocionou, agradeceu e negou razões políticas para a decisão do afastamento de Paulo, no processo que segue em segredo de justiça e teve início em 2017.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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