Politicando
Prazo expira nesta sexta (06) e Arthur Lira é derrotado em tentativa de mudar regras eleitorais para 2024
Minirreforma aprovada pela câmara até agora não foi analisada no senado
Ninguém vive somente de vitórias. Em meio ao fortalecimento da musculatura política de seu grupo, que assumiu recentemente dois ministérios no governo Lula e está prestes a assumir a Caixa Econômica Federal, Arthur Lira (PP) vê nesta semana uma das bandeiras do centrão ser derrotada (pelo menos para as eleições de 2024).
A minirreforma eleitoral, aprovada pela câmara no fim de agosto, perde nesta sexta-feira (06) a validade para as próximas eleições, se não for aprovada no senado e sancionada pelo presidente Lula. Na prática, não há mais tempo hábil para que isso aconteça.
Dentre os pontos polêmicos da lei aprovados pela câmara e enterrados pelo senado, estão a possibilidade de partidos não cumprirem a cota de gênero, o afrouxamento das punições em caso de condenação por compra de votos e a flexibilização na prestação de contas dos candidatos.
Lira trabalhou pessoalmente para ver a minirreforma aprovada na câmara, mas esbarrou na falta de vontade do presidente do senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em ver o projeto avançar na casa. Lira e Pacheco não se dão bem desde que o presidente da câmara tentou manter as comissões mistas de análises de MPs, mesmo após a pandemia.
Com a derrota do centrão em aprovar o projeto, continuam valendo para 2024 as mesmas regras das eleições de 2020 - dentre elas, prestação quinzenal de contas de campanha, obrigatoriedade de preenchimento de 30% das vagas para candidaturas femininas e cassação de mandato e oito anos de inelegibilidade para condenação por compra de voto.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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