Politicando
Dois adversários podem se unir contra candidato de Cacau em Marechal Deodoro
Vereador Bocão, nome do atual prefeito, pode ter que enfrentar chapa Dâmaso-Matheus
Além de um nome ainda não testado para o cargo de prefeito, uma improvável aliança política entre dois ex-antagonistas podem ser os ingredientes de mais uma eleição bastante equilibrada em Marechal Deodoro - onde a última disputa nas urnas, entre Cacau Filho e Júnior Dâmaso, foi decidida por ínfimos 21 votos.
Já reeleito, Cacau decidiu quem será o seu sucessor nas próximas eleições - o experiente vereador André Bocão, parlamentar mais votado em 2020. Bocão já deixou a câmara e atualmente exerce a função de secretário de governo do município.
Mesmo com a ‘máquina’ na mão, Bocão não terá vida fácil nas urnas diante de um eleitorado historicamente polarizado como o de Marechal. Ainda mais com os últimos movimentos nos bastidores, onde um acordo pode amarrar a formação de uma ‘super-chapa’ nas próximas eleições.
Com a escolha de Cacau por Bocão, um forte ex-aliado do prefeito deve se tornar adversário em 2024. Cristiano Matheus, ex-prefeito da cidade por dois mandatos, conversa com Junior Dâmaso, principal opositor ao atual gestor. Os dois devem estar juntos contra Bocão, um como vice e outro como cabeça-de-chapa.
A aliança pode ser a reedição do que ocorreu em 2016, quando juntos ambos perderam a eleição para Cacau - a diferença, desta vez, é que no palanque não estará o atual prefeito, mas o seu candidato.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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