Politicando
Grupo de oposição tenta forçar afastamento de prefeita de Atalaia
Prefeita é acusada de ilegalidades no Fundeb; ela atribui acusações a “suposições e factóides de véspera de eleição”
Alguns vereadores de Atalaia estão dispostos a votar, a toque de caixa, um processo de impeachment contra a prefeita da cidade, Cecília Herrmann (MDB). Um grupo de quatro deles pretende realizar o pedido na sessão ordinária da Câmara de Vereadores desta terça-feira (17).
De acordo com juristas consultados pelo Blog, seria necessário, antes do pedido de afastamento da gestora, a abertura de um processo de impeachment com direito de defesa e contraditório, além da formação de uma comissão específica para o tema e prazos definidos - nada disso foi apresentado.
Nas redes sociais, chegou-se a especular que seis vereadores assinaram um pedido de impedimento da prefeita, mas fontes na cidade confirmaram que nenhum documento chegou à Câmara de Vereadores para ser votado.
As informações também dão conta que, dos seis parlamentares que haviam se manifestado a favor do afastamento da prefeita, apenas quatro de fato estão na oposição a Cecília: Maurício Tenório, Marcos Rebollo, Fernando Vigário e Anderson Medeiros - número insuficiente para o ato de afastamento.
A decisão sobre a inclusão do debate sobre o impeachment na pauta da câmara é de responsabilidade do presidente da casa, vereador Cicinho Melo (PSC). Ele é um dos parlamentares da base de apoio da prefeita, e no último feriado do dia das crianças esteve em um evento com Cecília em uma de suas bases eleitorais.
O grupo de vereadores da oposição acusa Cecília Herrmann de práticas ilegais na condução do programa de transporte escolar, no fim do ano de 2022, e também na correta destinação de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb.
Em contrato com o Blog, a gestora desmentiu as acusações, e atribuiu à guerra política a versão dos fatos narrada pelos vereadores. “Pelo que sei, não existe CPI até o momento, muito menos nada que leve a afastamento. Não vamos tratar de suposições e factóides de véspera de eleição, Atalaia vê mudança todos os dias acontecendo. Motivo de CPI existiu, no passado”, afirmou via assessoria.
A discussão sobre um suposto afastamento de Cecília interessa principalmente à sua vice-prefeita, Camyla Brasil. Vice e titular romperam relações políticas desde 2022, e Camyla é hoje uma das principais opositoras da prefeita. Em caso de afastamento, a vice assume o mandato.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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