Politicando
Questionado por problemas em sua gestão, Marcos Silva pode ter dois fortes adversários em Messias
Atual gestor enfrenta críticas à sua administração; presidente da câmara rompeu com prefeito e pode enfrentá-lo
Duas ou até três candidaturas podem surgir nas eleições em Messias no próximo ano. Candidato à reeleição, o atual gestor Marcos Silva (PTB), que desbancou em 2020 o grupo do ex-prefeito Jarbas Omena (PP), pode ter que encarar dois adversários nas urnas.
Ex-gestor da cidade, Jarbas pode lançar-se novamente ao cargo após sete anos. liderança política antiga no município, ele apoiou em 2020 a candidatura de Adelmo Junior, que perdeu nas urnas por apenas 114 votos. Omena é próximo do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Victor (MDB).
Outro nome que já se lançou extra oficialmente ao cargo de prefeito é o atual presidente da câmara de vereadores, Ary Cleiton. Filiado ao MDB, Ary elegeu-se para o parlamento mirim de Messias com apenas 466 votos, sendo alçado à condição de presidente da casa contra um vereador indicado pelo prefeito.
Cleiton venceu a eleição interna da casa, e hoje critica a atual gestão, colocando-se como alternativa em 2024. Ary nutre a esperança de que o governador Paulo Dantas (MDB) abandone o apoio ao atual prefeito e embarque na sua candidatura ao executivo, o que parece pouco provável.
Marcos Silva ganhou força na reta final da campanha de 2020 e para muitos foi eleito de forma surpreendente. Tem sido bastante criticado pelos problemas da sua gestão, causados pela inexperiência à frente do cargo. Atrasou os salários de servidores públicos e fez ameaças de fechamento a uma rádio local.
Apesar disso, disputa em pé de igualdade a sua recondução ao cargo, já que tem a caneta na mão - e todos sabemos a força da caneta, especialmente em período eleitoral.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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