Politicando
Após incêndio, Renan Calheiros pede que governo realize “auditoria detalhada” nas instalações da Braskem em Alagoas
Senador disse ainda que é necessário abrir a “caixa preta” da empresa
O incêndio em uma unidade da Braskem localizada no Pólo de Marechal Deodoro nesta segunda-feira (13) mobilizou mais uma vez o mundo político em torno de medidas de fiscalização da empresa. Um dos que se manifestou nas redes sociais foi o senador Renan Calheiros (MDB).
Mesmo em processo de recuperação após uma cirurgia no olho, Calheiros solicitou ao governador Paulo Dantas (MDB) a realização de um ‘pente-fino’ nas estruturas da Braskem em Alagoas, envolvendo Defesa Civil, Bombeiros, engenheiros e especialistas.
“Governador Paulo Dantas, faço uma sugestão: acionar o Ministério Público para fazer uma auditoria técnica detalhada nas instalações da Braskem em Alagoas, ainda esta semana! São dois acidentes graves em um ano no estado. Significa que a empresa pode não estar fazendo os investimentos de segurança necessários”, disse.
Renan citou ainda que é necessário saber se a empresa realmente gastou o que afirmou em suas propagandas com a segurança da sua operação. “Sob sua liderança, pode se mobilizar força tarefa da Defesa Civil, bombeiros, engenheiros, especialistas para avaliar a situação. Pelas vítimas, por Alagoas e para abrir a caixa preta da empresa e para que todos saibam como ela gastou o que disse que gastou”, escreveu nas redes.
É a primeira vez que Calheiros se dirige diretamente a Paulo Dantas em um post sobre a empresa, pedindo uma ação do governo do estado diante dos casos de acidentes. O governador tem tido uma ação mais discreta do que o senador quanto ao tema.
A Braskem afirmou em nota que o incidente ocorrido em suas instalações foi de pequeno porte e não deixou feridos. Apesar disso, disse que apenas “comunicou” o fato às autoridades, não sendo necessária a presença dos Bombeiros para apagar as chamas.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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