Politicando
Fernando Pereira cobra pagamento de repasses atrasados do governo a hospitais filantrópicos e ao Conisul
Deputado diz que consórcio de municípios não recebe há 18 meses do estado
Apesar da boa relação com a mesa diretora da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Fernando Pereira (PP) não deixou de criticar o governo de Alagoas, que vem fazendo jogo duro nos repasses para a área de saúde, especialmente com o Hospital Veredas (controlado pela irmã de Fernando, Pauline Pereira).
O deputado falou na manhã desta segunda-feira (04) ao programa Antena Manhã, da Rede Antena 7. O jornalístico vai ao ar de segunda a sexta, das 7 às 10 horas, em rede com várias rádios do interior alagoano e pela TV Farol, em Maceió.
Sem citar o hospital, Fernando afirmou que o governo não vive um “bom momento” nessa relação. “Tenho alocado recursos especialmente na área de saúde, onde o estado não vem vivendo um momento bom. São várias paralisações em hospitais estaduais, filantrópicos e privados, por falta de pagamento”, disse.
Pereira colocou ainda que o número de mortes nos hospitais e Upas estaduais são maiores que os números de homicídios no estado, por conta da deficiência financeira. “O governo do estado vem colocando que o estado vem diminuindo esse número, mas o maior número de homicídios está ficando dentro das Upas, porque ele está deixando de repassar recursos e pagar em dia”, afirmou.
Ainda segundo o deputado, outro instrumento que vem sendo sufocado pelo governo é o Conisul, consórcio de municípios criado para facilitar o atendimento médico, realização de exames e pequenas cirurgias. Fernando denuncia que a secretaria de saúde não paga os procedimentos realizados pelo consórcio.
“Municípios como Teotônio Vilela estão sofrendo muito pelo fim do Conisul. São 18 meses sem pagar ao consórcio, o que vem dificultando o atendimento médico da população. Venho cobrando ao governo e ao secretário para que essa situação se normalize”, disse.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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