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Em artigo, secretária da fazenda afirma que acordo da Braskem com prefeitura deve ser revisto, e que estado perdeu R$ 30 bi só em 2022

Renata dos Santos escreveu para a Folha

21/12/2023 17h05
Em artigo, secretária da fazenda afirma que acordo da Braskem com prefeitura deve ser revisto, e que estado perdeu R$ 30 bi só em 2022

Em um minucioso texto publicado nesta quarta-feira (20) na edição virtual do jornal Folha de São Paulo, a Secretária de Fazenda de Alagoas, Renata dos Santos, pediu que o acordo da mineradora Braskem com a prefeitura de Maceió, fechado em 2022, seja revisto pela justiça.

Renata disse ainda que o crime ambiental promovido pela multinacional freou um processo de redução das desigualdades sociais que vinha sendo desenvolvido de forma sustentável no estado há vários anos.

Falando em números, a gestora afirmou que só até 2022, Alagoas perdeu 30 bilhões de reais em impostos e outros recursos que deixaram de entrar nos cofres estaduais - um indicativo de que esta deve ser a cifra perseguida pelo estado nos tribunais para haver alguma possibilidade de acordo com a empresa.

Segundo ela, são mais de 70 mil maceioenses afetados diretamente pelo problema. “Cinco bairros e cerca de 62 mil pessoas foram diretamente afetados desde 2018. As populações dos Flexais, Vila Saem, Marquês de Abrantes e Bom Parto estão isoladas.Especificamente nesses bairros, são mais de quase 10 mil pessoas em tais condições”.

A secretária relatou ainda os problemas de ordem ambiental originados a partir da tragédia, como o fechamento de uma adutora da Casal que beneficia 400 mil maceioenses, além da “salinização da água, que trará consequências para o ecossistema que tem mangues e é fonte de subsistência de quem vive à beira da lagoa”.

Renata tem aparecido com mais força nesta discussão desde o início do colapso da mina 18, no final do mês de novembro. A gestora tem ressaltado que o estado também tem um passivo a ser resolvido com a mineradora, que até agora fechou somente um contestado acordo com o município de Maceió.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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