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Desembargador do TJAL causa polêmica ao declarar inimizade com dois colegas

A declaração levantou questionamentos sobre a ética e a responsabilidade dos magistrados

02/02/2024 13h01
Desembargador do TJAL causa polêmica ao declarar inimizade com dois colegas

O desembargador Fábio Bittencourt causou polêmica ao declarar inimizade com dois colegas do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) na última terça-feira (30). A alegação ocorreu durante o julgamento que envolve seu irmão.

O irmão de Fábio Bittencourt, que também é magistrado, é acusado de ofender uma moradora de Maceió. Bittencourt expressou: ““Dois desembargadores que não falam comigo, que são meus inimigos pessoais, atribuem práticas a mim que não fiz como Corregedor Geral de Justiça. Abrir divergência para encaminhar processos contra um irmão meu na Corregedoria Geral de Justiça? Eles dois deveriam ter feito o mesmo que eu. Se, como irmão, me declarei suspeito e impedido por determinação legal. E quem é inimigo de um deve ser de outro também”.

As afirmações levantaram discussões sobre a conduta e a imparcialidade no judiciário alagoano. Alguns membros do tribunal viram neste ato uma tentativa de intimidação e um claro conflito de interesses, colocando em xeque a integridade do desembargador ao defender seu irmão em um contexto profissional.

Este incidente adiciona um novo capítulo às investigações do CNJ sobre Bittencourt, ampliando as preocupações com a ética e a responsabilidade dos magistrados em preservar a imparcialidade e a credibilidade do sistema judiciário. A comunidade jurídica aguarda com expectativa as futuras ações e desdobramentos deste caso, sublinhando a necessidade de transparência e integridade na magistratura.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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