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Renan Filho corre risco de sair do Ministério dos Transportes com o andamento da CPI da Braskem no Senado

Informações de bastidores dizem que o envolvimento de Renan com a mineradora pode fazer com que o senador perca o Ministério

07/02/2024 11h11 - Atualizado em 07/02/2024 12h12
Renan Filho corre risco de sair do Ministério dos Transportes com o andamento da CPI da Braskem no Senado

Uma das primeiras consequências do início da CPI da Braskem no Senado Federal pode ser a queda do ministro dos Transportes, Renan Filho. As informações de bastidores dizem que o envolvimento de Filho com a mineradora enquanto governou Alagoas pode pesar contra o ministro.

Renan Filho governou Alagoas por oito anos e teve como um de seus doadores de campanha a mineradora Braskem. Pesa, ainda, contra o ministro o fato de terem sido expedidas licenças de exploração para a Braskem durante seu período à frente do Governo do Estado.

Há, também, um certo desconforto nos bastidores com a informação revelada pela Revista Veja, que trouxe o valor da indenização recebida por Renan Filho, proveniente de um imóvel de sua propriedade na área afetada pelo afundamento do solo.

O ministro teria recebido cerca de R$ 4,2 milhões pela realocação de uma rádio filiada à CBN. A revista Veja diz, ainda, que Renan teria recebido outros valores do Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação. O valor está em sigilo judicial.

Renan Filho informou que vai processar a Braskem pelo vazamento das informações referente às indenizações.

Vale ressaltar que a CPI da Braskem no Senado é de autoria do pai do ministro, senador Renan Calheiros, que no início não encontrou apoio da base governista para instalar a Comissão em Brasília.

Os comentários nos corredores da capital federal dizem que, com o início das investigações, Renan Filho será o primeiro a sofrer com a CPI instalada por seu próprio pai.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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