Politicando
Toffoli suspende processo contra Collor no STF
Recurso que contesta dosimetria da pena ao ex-senador foi trancado pelo ministro do STF no plenário virtual
O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor ganhou mais alguns meses em sua luta contra uma condenação emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão emitida na última sexta-feira (09), o ministro Dias Toffoli pediu vistas sobre um recurso do processo, o que na prática suspende o andamento da ação.
Collor foi julgado e condenado em maio de 2023 a oito anos e dez meses de prisão, decisão que já consta como transitada em julgado - ou seja, não é mais passível de reconsideração. No entanto, os advogados do ex-senador entraram com um recurso solicitando a correção do tempo de pena, que tramita no plenário virtual da corte.
Enquanto o julgamento deste embargo não for concluído, Collor se mantém livre, já que a execução da pena não pode ser aplicada. Toffoli agora tem até 90 dias para devolver o processo ao pleno, a contar do último dia 9. Antes dele, o ministro Alexandre de Moraes já havia proferido o seu voto, pela manutenção da pena.
Toffoli tem sido o mais efetivo crítico de condenações provenientes da Operação Lava Jato, que é o caso de Collor. Antes deste episódio, o ministro criou uma polêmica nacional ao suspender o pagamento de multa milionária pela antiga Odebrecht, em outro processo da Lava Jato.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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