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Perfil oficial da Câmara chama Alexandre de Moraes de “ditador” e acusa Lula de “Golpe de Estado”; Arthur Lira manda investigar

Deputado alagoano diz que perfil foi hackeado

14/02/2024 17h05
Perfil oficial da Câmara chama Alexandre de Moraes de “ditador” e acusa Lula de “Golpe de Estado”; Arthur Lira manda investigar

O presidente da Câmara dos Deputados, alagoano Arthur Lira (PP), determinou uma investigação interna e acionou também a Polícia para apurar a invasão do perfil no X (antigo Twitter) da Câmara. O fato ocorreu durante o carnaval, no último sábado (10).

Na mensagem, o usuário misterioso proferiu ofensas ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente Lula (PT), chamando o ministro de “ditador” e acusando Moraes e Lula de tramarem um “golpe de Estado”. Na primeira pessoa, o que não ocorre em um perfil institucional, a mensagem se encerra com a frase “Serei caçado (sic) mas estou lutando contra.

Lira ficou sabendo da suposta invasão em Salvador, uma de suas paradas durante o carnaval. Num primeiro momento, ele questionou se a mensagem não seria uma montagem, mas ao comprovar a sua veracidade solicitou esclarecimentos ao deputado Jilmar Tatto (PT), que é o secretário de comunicação da casa.

A mensagem criminosa cita ainda quatro perfis no X que fazem oposição a Lula e engrossam as críticas ao STF: o ex-presidente Jair Bolsonaro, o seu filho, vereador Carlos Bolsonaro, o pastor evangélico Silas Malafaia e o blogueiro conservador Monark.

Não houve nenhuma outra alteração no perfil ou nova postagem, o que leva os investigadores do caso a uma outra linha de atuação - a de que o post possa ter sido feito por algum administrador do perfil, por engano ou até mesmo de forma dolosa, com intuito de prejudicar Lira ou Tatto.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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