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Arthur Lira pode ‘trair’ PL e retirar partido da CCJ da Câmara

PSB também pode sentir o peso da caneta do presidente na Comissão de Indústria e Comércio

27/02/2024 17h05 - Atualizado em 27/02/2024 17h05
Arthur Lira pode ‘trair’ PL e retirar partido da CCJ da Câmara

Apesar de ter retornado ainda na semana passada, os trabalhos na Câmara dos Deputados seguem sem uma agenda alinhada entre os partidos - em parte, devido ao clima de tensão entre Arthur Lira (PP) e algumas bancadas da Casa.

Nos bastidores, legendas estão contrariadas com a possibilidade de Lira não cumprir acordos assumidos quando de sua eleição à presidência, em 2023, e não reconduzir alguns partidos ao controle de importantes comissões.

O caso mais emblemático diz respeito à principal comissão da Câmara, a de Constituição, Justiça e Cidadania. Pelo acordo firmado em 2023, neste ano o PL teria a prerrogativa de nomear o seu presidente. Porém, o partido insiste em levar ao cargo a deputada Caroline de Toni (SC), considerada ‘bolsonarista raiz’.

Por isso, Lira reluta em nomear a deputada - e segundo fontes, já solicitou ao PL que indique outro parlamentar, menos alinhado ao bolsonarismo, para assumir a função.

Outro problema é a Comissão de Indústria e Comércio, que estava originalmente prometida ao PSB. O controle do órgão é de vital importância para a legenda, considerando que o ministro da Indústria e Comércio é o vice-presidente Geraldo Alckmin, que é do PSB.

No entanto, após sair do blocão que era liderado por Arthur Lira, a ‘vingança’ do presidente da casa pode ser retirar essa comissão da legenda, que pelo seu tamanho ficaria sem nenhuma outra comissão na câmara.

Enquanto as nomeações para comissões não saem, a câmara não pode analisar matérias importantes, já que todas elas começam a ser debatidas nessas instâncias antes de chegarem ao plenário.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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