Politicando
Em derrota para Arthur Lira e PT, comissão mais importante da câmara fica com o PL de Bolsonaro
Lista dos partidos que controlarão os colegiados foi fechada nesta quarta (06)
Sob a liderança do alagoano Arthur Lira, deputados se reúnem nesta semana para a escolha dos nomes que presidirão as comissões temáticas da Casa no ano de 2024. As nomeações para os cargos são definidas pelos partidos, e a escolha de cada comissão é definida politicamente.
Ao que indicam os movimentos, Lira perderá algumas disputas internas, como a indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deverá mesmo ser de livre indicação do PL, legenda com a maior representação da casa. O partido quer na presidência a deputada catarinense Caroline de Toni.
Junto a Arthur, o governo ainda tentou derrubar a legenda bolsonarista da comissão, apresentando aos líderes a proposta de entregar a CCJ para o União Brasil. No entanto, prevaleceu o acordo fechado entre o PT, Lira e o PL firmado em 2023: o PT ficaria com ela e em 2024 haveria a substituição pelo PL.
Em outras disputas, Lira saiu vencedor. O PSB, partido que deixou o seu ‘blocão’, ficou mesmo sem a Comissão de Indústria e Comércio, importante na articulação com o ministério da mesma área controlado pela sigla. A ele, restou a Comissão de Trabalho.
O PL, maior bancada da Câmara, ficou com a maior quantidade de comissões (05), além da CCJ, a mais importante: Educação, Relações Exteriores, Esporte e Previdência.
A federação formada por PT, PCdoB e PV ficou com outras quatro - que serão divididas entre os três partidos: Saúde, Fiscalização e Controle, Direitos Humanos e Cultura.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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