Politicando
Arthur Lira tem um plano após deixar a presidência da Câmara, em 2025
Deputado articula uma série de condicionantes que podem levá-lo ao senado em 2026
Hoje todo poderoso detentor da cadeira de presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira nutre uma ideia para quando deixar o cargo, por força da lei que veda um terceiro mandato, em fevereiro de 2025.
Já não é novidade: daqui a dois anos, Lira pretende assumir uma das cadeiras alagoanas no senado, vagas que hoje pertencem a Rodrigo Cunha (Podemos) e Renan Calheiros (MDB). No entanto, a partir de 2025, sem a caneta de presidente da casa.
Analistas em Brasília afirmam que o plano de Lira é assumir, temporariamente, um ministério de destaque no governo Lula, que garanta a ele visibilidade e manutenção do poder no centrão, com vistas a 2026.
Para isso, Arthur trabalha num passo imediato - alinhar as suas pautas aos temas de interesse de Lula neste ano legislativo - o que significa não mexer em assuntos inconvenientes da bancada bolsonarista da casa.
Uma prova disso já foi dada com o esforço, por Lira, pela substituição da bolsonarista raiz Caroline de Toni da presidência da CCJ. Como se sabe, Arthur e o PT perderam a batalha, mas os petistas gostaram do empenho do presidente da casa.
Ao mesmo tempo, Liristas e centristas continuam a tarefa de fritar a atual ministra da saúde de Lula, Nísia Trindade. A última investida contra a gestora foi atribuir a ela uma resolução que supostamente liberava o aborto no âmbito do SUS - o que aumentou a temperatura da sua fritura.
Se tudo sair como planejado, e Arthur conseguir emplacar seu sucessor na casa - Elmar Nascimento, do União Brasil da Bahia - e terminar 2024 como ‘amigo-irmão’ de Lula, suas chances de mudar-se para a Esplanada dos Ministérios ganham força.
Quem sabe, como gestor de um dos maiores orçamentos do país e chefe do Zé Gotinha.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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