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Chapa organizada por Samyr Malta deixa o PSDB e migra para o Podemos de Rodrigo Cunha

A mudança de partido se dá após desentendimentos internos com a federação da qual o PSDB faz parte

27/03/2024 12h12 - Atualizado em 27/03/2024 13h01
Chapa organizada por Samyr Malta deixa o PSDB e migra para o Podemos de Rodrigo Cunha

O vereador Samyr Malta, que organiza uma chapa proporcional para a Câmara de Maceió, realiza mais uma mudança de sigla: dessa vez, os pré-candidatos de Samyr desembarcarão no Podemos, legenda comandada pelo senador Rodrigo Cunha.

Originalmente, a chapa montada por Samyr estava abrigada no PSD. Não encontrando espaço dentro do partido de Rui Palmeira, Samyr migrou para o PSDB, tendo a missão de reestruturar os tucanos. Após desentendimentos internos, Samyr segue com seu grupo para o Podemos.

Dentro da federação, da qual fazem parte o PSDB e o Cidadania, Samyr teria encontrado dificuldades com a falta de definição sobre a inclusão de novos nomes do Cidadania, além de divergências no lançamento de uma pré-candidatura majoritária.

O Podemos perdeu, recentemente, o vereador de mandato Marcelo Palmeira, que se filiou ao PL, deixando a chapa proporcional de Rodrigo Cunha sem um “ponta de lança”. A movimentação permite que Samyr abrigue seu grupo dentro do partido do senador arapiraquense.

A filiação de Samyr e seus pré-candidatos a vereador de Maceió deve acontecer na próxima segunda-feira (01).

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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