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Antônio Albuquerque rompe com Dantas e ganha espaço dentro do governo JHC

A Secretaria de Trabalho da capital agora está nas mãos de um indicado dos Albuquerque

17/04/2024 10h10 - Atualizado em 17/04/2024 10h10
Antônio Albuquerque rompe com Dantas e ganha espaço dentro do governo JHC

O deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos) acaba de migrar do grupo palaciano, capitaneado pelo governador Paulo Dantas, para a Prefeitura de Maceió. Seu genro, Flávio Baltar, foi nomeado secretário Municipal de Trabalho pelo prefeito JHC (PL).

O Diário Oficial de Maceió, desta quarta-feira (17), traz a oficialização de Flávio José Balta Maia Filho, genro do deputado alagoano, como secretário Municipal de Trabalho, Emprego e Economia Solidária. A portaria entra em vigor a partir de hoje.

Diário Oficial de Maceió


O filho de Antônio Albuquerque tinha a Secretaria Estadual de Trabalho nas mãos. Arthur Albuquerque pediu exoneração da pasta para se dedicar às eleições, mas a família Albuquerque não indicou um nome para substituí-lo na secretaria.

Nos bastidores, o caso levantou questionamentos sobre a aliança política entre Dantas e Albuquerque. A chegada de Flávio Baltar no primeiro escalão do Governo JHC, expôs o rompimento com o Palácio República dos Palmares.

No lugar de Arthur Albuquerque, o governador Paulo Dantas colocou à frente da Secretaria Estadual de Trabalho a pastora da Assembleia de Deus AD Brás, Cláudia Balbino.

Além da perda de espaço dentro do Estado, outro fato que pode ter afastado os Albuquerque dos Calheiros, foi as definições sobre as eleições em Rio Largo. Sâmea Mascarenhas (Rep) não aceitou o acordo com o MDB, que queria lançar Pedro Victor como cabeça de chapa, deixando Sâmea com a vaga de vice.

A pasta de Trabalho de Maceió estava sob o comando do vereador Francisco Sales, que retornou à Câmara Municipal como forma de retaliação ao suplente Rodolfo Barros, que rompeu com o prefeito JHC.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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