Politicando
Petistas alagoanos seguem insatisfeitos com Incra nas mãos de Arthur Lira
Aliados ao MST, o PT Alagoas tentou deixar o Incra com a cara do governo Lula
A troca de cadeira dentro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas deu uma certa esperança para integrantes dos movimentos de luta pela terra. No entanto, o brilho nos olhos sumiu com a confirmação ministerial de que o instituto vai continuar nas mãos de Arthur Lira (PP).
Nas redes sociais, políticos ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já estavam em tom de comemoração após a exoneração de César Lira, primo do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Além da saída de Lira, políticos da Esquerda aproveitaram a euforia para parabenizar Ubiratan Santana (Bira), como novo superintendente do Incra Alagoas. Até o momento, o MST acreditava que Bira seria escolhido.
A confirmação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, sobre a permanência de Arthur Lira à frente do Incra em Alagoas, foi um balde de água fria tanto nos petistas locais quanto nos integrantes do MST, que sentiram-se desprestigiados pelo presidente Lula (PT).
O presidente do PT Alagoas, Ricardo Barbosa, foi o porta-voz do grupo. Em suas redes sociais, o petista se solidarizou aos movimentos que lutam pela terra. “Quero prestar minha solidariedade aos movimentos sociais de luta pela reforma agrária e, ao mesmo tempo, com o companheiro José Ubiratan Rezende Santana (Bira), nome até então escolhido de forma consensual para comandar o Incra em Alagoas”, escreveu.
O deputado federal Paulão (PT) havia tomado a frente da transição entre superintendentes. O deputado, que é amigo pessoal de Lula, teria tentado levar o nome escolhido pelo MST - o Bira - como novo superintendente ao Palácio da Alvorada. A decisão do Governo Lula foi clara: o Incra Alagoas continua com Arthur Lira.
A indicação de Lira para substituir seu primo já foi entregue ao ministro Paulo Teixeira, porém, o nome segue guardado a sete chaves.
Mais uma derrota para o PT local.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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