Politicando
Fala de apresentador de rádio comunitária gera polêmica: ‘Quero que o povo de Messias se lasque’
Crítico a gestão de Marcos Silva, o apresentador não aceita que o prefeito seja reeleito
No último sábado (27), o apresentador do programa Tô de Olho da Rádio Messias FM, Deyvid Teixeira, fez um comentário polêmico sobre a população de Messias caso reconduza o atual prefeito Marcos Silva (Republicanos) ao poder.
O apresentador fazia um comentário acerca da falta de assistência do prefeito Marcos Silva aos mais pobres da cidade de Messias, quando disse que não defenderia a população menos favorecida caso queiram permanecer com o atual prefeito no poder.
“Se essa for a vontade do povo [reeleição de Marcos Silva], a democracia tem que ser respeitada, mas eu quero que o povo de Messias tome na miséria. Quero que o povo de Messias se lasque”, disse Deyvid Teixeira.
O prefeito Marcos Silva veiculou, em suas redes sociais, uma versão editada do vídeo onde aparece apenas o apresentador xingando a população sem o contexto da fala, pedindo que os órgãos de fiscalização estejam de olho no “constrangimento moral” que os populares vêm sofrendo.
A equipe do prefeito emitiu uma nota de repúdio dizendo que as declarações do apresentador são inaceitáveis, desrespeitosas e intolerantes. “Exigimos que Deyvid Teixeira se retrate publicamente e reconheça o erro de suas palavras”, diz um trecho.
A Rádio Messias FM também se pronunciou dizendo que “o programa é marcado por debates políticos sobre a cidade onde os apresentadores e convidados expressam suas opiniões de forma livre, democrática e independente”.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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