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MDB cria desconforto a Rafael Brito com presença de ‘bolsonarista raiz’ em sua chapa proporcional

André da Maria Gorda esteve presente nos atos de 8 de janeiro e é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro

29/04/2024 17h05 - Atualizado em 29/04/2024 17h05
MDB cria desconforto a Rafael Brito com presença de ‘bolsonarista raiz’ em sua chapa proporcional

Em que pese o desejo por ter um petista na sua chapa como candidato a vice, o MDB de Rafael Brito cometeu uma gafe que pode pesar contra esta composição política quando o cenário começar a se afunilar, mais à frente.

A legenda admitiu, ainda no período da janela partidária, o empresário maceioense André Heliodoro, conhecido como André da Maria Gorda, tradicional feijoada localizada na parte alta da capital.

O problema reside em André ser desses ‘bolsonaristas raiz’, daqueles de rivalizar com os mais conhecidos do estado, como o deputado estadual Cabo Bebeto e o vereador Leonardo Dias.

André chegou a estar presente nos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília, e foi um dos que invadiu os prédios do STF, do congresso nacional e do Palácio do Planalto. Apesar de filmar e postar várias imagens diretamente dos atos, ele não foi preso.

Embora sua postura extremista seja reconhecida na cidade, a filiação de André ao MDB foi aprovada entre os colegas emedebistas. A expectativa, entre os parceiros de chapa, é que André ‘rache’ os votos da base bolsonarista com Caio Bebeto, filho do deputado Cabo Bebeto, e Leonardo Dias.

Entretanto, a filiação do empresário da extrema-direita ao MDB acaba por tornar mais distante o projeto do partido, de ter um vice do PT e conseguir o apoio, a estrutura e a presença de Lula durante a campanha.

Vejamos em qual canoa Rafael Brito irá navegar.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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