Politicando
Lula escolhe novo ministro do TST - e não foi alagoano que queria mandá-lo para a ‘guilhotina’
Mineiro Antônio Fabrício de Matos Gonçalves é o indicado para o cargo
Não foi desta vez que um alagoano assumiu pela primeira vez a função de ministro do Tribunal Superior do Trabalho. A escolha do presidente Lula, divulgada nesta terça-feira (30), foi pelo ex-presidente da OAB de Minas Gerais, Antônio Fabrício de Matos Gonçalves.
A preferência de Lula pelo mineiro deixa de fora o advogado alagoano Adriano Avelino, que chegou à lista tríplice apoiado pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira.
Antônio Fabrício é integrante do movimento Prerrogativas, um grupo de advogados alinhado a Lula e crítico de algumas questões que envolveram a advocacia e a justiça nos últimos anos, como a operação Lava-Jato.
Em direção oposta, Avelino tem posições políticas conservadoras e é um conhecido antipetista em Alagoas. O advogado chegou a publicar que gostaria de colocar Lula e Dilma na ‘guilhotina’, além de cortar suas línguas.
O post do advogado alagoano, segundo informações de colunistas nacionais, chegou até Lula a partir de advogados do grupo Prerrogativas que tem acesso ao presidente, e foi um dos itens que fez com que ele escolhesse o mineiro para o cargo em questão.
Ainda um outro fator pesou na escolha de Antônio Fabrício - o alinhamento ao presidente do senado Rodrigo Pacheco, que tem uma relação bem mais harmoniosa com Lula do que Arthur Lira.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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