Politicando
Kelmann pode até ser expulso do MDB após rompimento com Paulo Dantas
Comissão de ética do partido analisa situação do vereador na próxima semana
A queda de braço entre o vereador Kelmann Vieira e o governador Paulo Dantas (MDB) pode ter consequências para além da perda do controle da Secretaria de Prevenção à Violência, que já está nas mãos da nova secretária Paloma Tojal.
Kelmann pretende disputar a reeleição pelo MDB, e não há mais prazo legal para que ele mude de legenda.
O desafio para Kelmann agora é o de manter a confiança do senador Renan Calheiros, presidente estadual da legenda - e ao final das contas, dono da palavra final sobre quem pode se candidatar ou não pelo partido.
Há uma reunião da comissão de ética do MDB na próxima semana, e já existe a pressão de setores ‘dantistas’ para que a situação de Kelmann seja analisada pelo colegiado, podendo resultar no seu impedimento de disputar as eleições e até mesmo na sua expulsão do partido.
A situação do vereador piora um pouco mais com as declarações públicas recentes, de que já havia dialogado com o prefeito JHC, para que ele arrumasse ‘espaço’ para as suas lideranças comunitárias - o que lhe faria compor a base do atual prefeito.
Ou seja, aliado a JHC e no MDB, Renan poderia dar a legenda para eleger um parlamentar da base de apoio de seu adversário político, um movimento que a inteligência do experiente senador não costuma fazer.
Kelmann também não é novato nessa seara, e sabe que precisa distensionar a corda que tem puxado bastante nos últimos dias. A gritaria para manter os espaços e sua estratégia de atuação na Seprev, definitivamente, não funcionou. Agora é hora de recolher os cacos e baixar a guarda - ou é fim de papo.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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