Politicando
Alagoano Aldo Rebelo ‘assanha’ militância de esquerda com recepção a Bolsonaro em lançamento de livro
Ex-ministro de Lula e Dilma lançou sua segunda obra em Brasília e recebeu o ex-presidente
O alagoano de Viçosa e ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Aldo Rebelo, lançou nesta quarta-feira em Brasília seu mais novo livro, “Amazônia, a Maldição de Tordesilhas”. É a segunda obra de Rebelo, que deixou Alagoas ainda jovem para fazer política em São Paulo.
Porém, o que chamou a atenção dos admiradores alagoanos e paulistas do ex-ministro não foi exatamente o evento, mas a saudação calorosa dada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi ao local, tirou fotos e recebeu de Aldo um exemplar autografado do livro.
Isto porque Rebelo foi filiado e membro do comitê central do PCdoB até 2017, quando deixou a legenda após divergências internas na legenda comunista. A partir daí, o ex-ministro começou a trilhar caminhos políticos por partidos ligados à centro-direita, até entrar no MDB, onde está filiado atualmente.
“Vergonha”, “está doente”, “oportunista” e “traidor” foram alguns dos adjetivos atribuídos ao alagoano por militantes e simpatizantes de esquerda - por conta do passado como dirigente comunista e sua contribuição aos governos petistas de Lula e Dilma.
Aldo ocupa hoje a Secretaria de Relações Internacionais da prefeitura de São Paulo - pasta cuja titular era Marta Suplicy - e atualmente é um dos mais cotados para ser o vice na chapa do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB).
O que falta para que o atual prefeito feche a escolha por Aldo? justamente a aprovação do ex-presidente, que também é aliado de Nunes, e a quem cabe a indicação do vice. O “beija-mãos” de Aldo em Bolsonaro pode ter sido a força que falta para a efetivação da chapa.
Alheio ao julgamento das redes sociais, Rebelo não parece se importar muito com os admiradores (e eleitores) perdidos. Se conseguir ganhar de fato a simpatia do ex-presidente, pode se tornar o número dois do poder na maior cidade da América Latina, o que não é pouco.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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