Politicando
Projeto de deputado alagoano que impede delação premiada divide congresso
O PL é de autoria do deputado federal Luciano Amaral e ganhou o apoio de Lira
O polêmico projeto de autoria do deputado alagoano Luciano Amaral (PV), que visa proibir a delação premiada de presos e criminalizar a divulgação desses depoimentos, dividiu a Câmara dos Deputados: a maioria defende a matéria mas tem receio que o projeto de lei beneficie o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O projeto foi apresentado pelo deputado Luciano Amaral em 2023. O deputado aproveitou trechos de uma proposta apresentada pelo ex-deputado Wadih Damous (PT-SP), em 2016, quando a Operação Lava-Jato ainda estava em curso.
A proposta restringe as delações premiadas nos casos em que os colaboradores se voluntariem, proibindo delações de pessoas que já estejam presas. O texto de Amaral diz ainda que as pessoas citadas nas delações podem questionar seu conteúdo, podendo levar a impugnação de acordos de colaboração premiada.
Na última sexta-feira (07), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), colocou em pauta um requerimento de urgência para o projeto.
A proposta apresentada pelo alagoano deixou os deputados divididos. Mesmo com o sentimento de “amanhã pode ser eu”, congressistas ligados ao presidente Lula (PT) - que têm interesse em aprovar o texto - acreditam que a proposição possa beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que recentemente foi citado na delação de seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
Nesta terça-feira (11), a bancada do PT vai se reunir para definir qual será seu posicionamento diante da matéria.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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