Polícia Científica faz nova perícia em carro de dono de restaurante morto em Riacho Doce
Análises periciais e vestígios coletados no veículo da vítima auxiliam na identificação de suspeitos
A Polícia Científica de Alagoas fez, na tarde desta quinta-feira (12), uma nova perícia no veículo Fiat Toro onde o corpo de Michel Cassiano dos Santos, de 27 anos, foi encontrado. Ele era dono de um restaurante e foi morto com um tiro na cabeça no banco do motorista. O carro estava estacionado em um coqueiral na região de Riacho Doce, em Maceió.
O exame foi feito por uma equipe multidisciplinar do Instituto de Criminalística de Maceió, formada pelos peritos criminais Marcelo Velez, Nicholas Passos, Hugo Augusto e Vinícius Falcão, e o auxiliar de perícia André Lira. Eles utilizaram o ForensScope, um tablet com tecnologia de ponta para escanear minuciosamente o veículo.
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“Fizemos uma ampla pesquisa de material papiloscópico em toda a superfície interna e externa do veículo, além de coletar amostras de DNA. Ambos os materiais coletados serão enviados às Seções de Microvestígios e Genética Forense, a fim de identificar um ou mais envolvidos. Após todas as análises e com os laudos produzidos, inclusive o de local, a Polícia Científica deve contribuir significativamente para a identificação dos autores e para revelar a dinâmica do ocorrido”, explicou o perito criminal Marcelo Velez.
Perícia de local
O trabalho do Instituto de Criminalística de Maceió teve início ainda na cena do crime, com uma força-tarefa composta por peritos criminais e policiais científicos. As peritas Maria Neuma, Yasmin Holanda e Beatriz Amorim, com o apoio dos policiais científicos André Lira e Eduarda Pereira, analisaram o interior do automóvel — que estava com os vidros dianteiros abertos — e toda a área adjacente.
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De acordo com a perita criminal Maria Neuma, a análise preliminar constatou que a vítima foi morta com um único disparo. O projétil atingiu a região temporal esquerda e transfixou para a direita. Pela trajetória do tiro e pela posição do corpo, a principal hipótese é de que o autor estivesse fora do veículo no momento do disparo.
“A arma não foi localizada, mas os indícios apontam um disparo a curta distância devido à presença da 'zona de tatuagem' — marca característica provocada pela deposição de resíduos de pólvora na pele”, explicou a perita.
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Além disso, a perícia verificou que o celular da vítima não estava no local. A carteira de Michel foi encontrada sem dinheiro, contendo apenas um cartão, enquanto outros seis cartões estavam espalhados pelo assoalho do carro.
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