Politicando
Brivaldo diz que retirou verba do CSA por falta de transparência da atual gestão do clube
O vereador realocou quase R$700 mil em verbas que estavam destinadas ao Centro Sportivo Alagoano
O vereador por Maceió, Brivaldo Marques (PL), esclareceu o motivo para ter retirado quase R$700 mil em emenda parlamentar que estava direcionada inicialmente para o CSA. De acordo com o vereador, a atual gestão do clube - sob a presidência de Mirian Monte - não demonstra transparência.
Em nota enviada ao Portal 7Segundos, o vereador esclarece que não foi procurado pela atual direção do clube para que a aplicação dessa verba parlamentar fosse discutida a fim de esclarecer dúvidas sobre sua utilização. “A falta de comunicação foi um fator decisivo que culminou na retirada dos recursos destinados ao clube”, diz um trecho da nota.
Brivaldo lembra ainda que já empregou, neste ano, cerca de R$500 mil reais que já estão nos cofres do Centro Sportivo Alagoano (CSA).
Brivaldo Marques - genro do ex-presidente do CSA, Rafael Tenório -, disse que outros parlamentares também realocaram suas verbas impositivas. O vereador não quis revelar quais foram os colegas que retiraram verbas do CSA.
A apuração do 7Segundos descobriu que, no mínimo, mais um vereador retirou a emenda que estava direcionada ao CSA. Cal Moreira (PL) destinou R$943.325,00 ao clube mas pediu que o valor fosse realocado para a Federação Alagoana de Futebol 7 Society.
A presidente do CSA, Mirian Monte, disse que foi pega de surpresa quando soube que as verbas destinadas ao clube seriam retiradas. De acordo com Mirian, o clube já contava com os repasses para o orçamento deste ano.
A movimentação nos bastidores da política em torno da retirada de verbas destinadas ao CSA revela o isolamento da atual presidente do clube, Mirian Monte, que não tem conseguido angariar fundos para reestruturar a equipe que passa por uma péssima fase.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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