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Políticos de AL repercutem decisão do Supremo que descriminaliza porte de maconha para uso pessoal

A medida adotada pelo STF tem sido vista como uma invasão de competência do Congresso

26/06/2024 16h04
Políticos de AL repercutem decisão do Supremo que descriminaliza porte de maconha para uso pessoal

A descriminalização do porte de maconha para o uso pessoal, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (25), teve grande repercussão no país, e em Alagoas não foi diferente. Políticos alagoanos mostraram seu posicionamento sobre o que decidiu o Supremo.

Nas redes sociais, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil) repudiou a decisão do STF e disse que a postura adotada pelo Supremo não condiz com a vontade do povo brasileiro.

“Nós já temos milhares de famílias destruídas, de jovens assassinados pelo uso de drogas. Essa mensagem não condiz com a vontade do povo brasileiro, por isso, na Câmara dos Deputados, continuaremos combatendo o crime, o uso e o tráfico de drogas”, disse Gaspar.

O deputado federal Fabio Costa (PP), disse ao 7Segundos que a descriminalização da maconha é preocupante por ser um tema amplo e de competência do Congresso Nacional.

“A decisão do STF de descriminalizar a maconha é profundamente preocupante. Este é um tema que exige amplo debate no Congresso Nacional, não uma decisão apressada que ignora as implicações sociais e de saúde pública. Estou totalmente contra a descriminalização da maconha. Observamos em diversas localidades internacionais, como no Canadá, que após a legalização, a sociedade enfrenta novos desafios com drogas ainda mais perigosas”, disse.

Leonardo Dias (PL), vereador por Maceió, ressaltou a falta de respeito do STF com os deputados e senadores que compõem o Congresso Nacional. “Ao liberar o consumo de drogas, o STF desrespeita não somente 513 deputados e 81 senadores, mas os interesses da imensa maioria da população”, escreveu Dias em suas redes sociais.

Na contramão dos posicionamentos apresentados até aqui, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) relembrou que a descriminalização não é o mesmo que legalização. “A criminalização da maconha só atinge os mais pobres, promovendo o encarceramento em massa. Ninguém poderá comprar maconha na banca da esquina com a decisão do STF”, contou.

Vale ressaltar que o Supremo Tribunal Federal ainda irá definir os requisitos para diferenciar o uso pessoal do tráfico de drogas. A decisão deve acontecer na sessão desta quarta-feira (26) no STF.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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